Passes Mágicos IV - A Respiração Axial


Este é o sétimo movimento dos Passes Mágicos para o Bem-Estar*. Seu objetivo é mover o terminal de acesso energético que se encontra aterrado para o infinito, de forma que a energia preza possa ser maximizada e posta à disposição do guerreiro.



Descrição do Movimento

-Assuma a postura inicial (A postura inicial é descrita no post Passes Mágicos II);

-Cruze os braços à frente do tórax, as mãos estendidas como proposto na postura inicial;

-Fazendo um arco com os braços estendidos, leve as mãos acima da cabeça, palmas juntas, inale;

-Os dedos indicadores devem pressionar um contra o outro;

-Traga as mãos até o rosto devagar, exale;

-Na altura dos olhos, focalize a ponta dos dedos. A visão deve ser mantida na ponta dos dedos durante o resto do passe;

-Abaixe as mãos até o plexo solar, inale, mova as mãos num movimento de 90º para baixo, posicionando-as ali como se segurando um punhal, pare por um segundo (os dedos apontando diretamente à frente);

-Exale, arqueando o corpo para baixo levemente, gire as mãos um novamente em 90º para baixo. Siga o movimento dos dedos, que levemente vão apontando para o solo. Os cotovelos apóiam-se nas coxas, inale e exale três vezes;

-Inale, faça o caminho inverso, erguendo o corpo de volta para a postura ereta, as mãos retornam para o plexo solar apontando novamente para frente, exale;

-Movas as mãos num movimento de 90º para cima (de forma que as pontas dos dedos apontem para cima);

-Inale, leve as mãos até a face, encaixando os dedões nos lábios, e o nariz no espaço entre os indicadores (criado pela pressão de um contra o outro), a ponta dos dedos tocando a testa;

-Incline a cabeça para traz o máximo que puder, mantendo a coluna ereta e as pernas estiradas, exale totalmente o ar dos pulmões;

-Num movimento súbito e vigoroso, inale e eleve as mãos (apontando para cima) esticando os braços completamente;


O que move o acesso de energia de sua posição no chão para o infinito é a atenção e o Intento do guerreiro, este processo é realizado pela focalização da atenção no movimento das mãos pelos olhos.

A respiração é um processo importante em toda prática energética, pois a respiração é o próprio movimento da energia circulando em nosso corpo. Neste passe a respiração marca o caminho que a energia fará, de sua posição usual até seu destino: O Infinito.

Este é um movimento maior, e pode ser realizado independentemente quantas vezes quiser. Boa prática

*12 movimentos básicos para acumular energia e promover o bem-estar

Xamanismo & Ciência


Mais uma vez a ciência tropeça no conhecimento 'místico'. Em reportagem da Planeta na Web intitulada A Profecia Maia: uma transformação do sol de Débora F. Lerrer, os cientistas afirmam ter descoberto uma nova faceta da radiação solar: a capacidade de enviar comandos através do universo. Esses comandos por suas vez seriam emitidos de um 'sol' maior, superior, que influenciaria as coisas no seu nível mais sutil, causando grandes reviravoltas para todos os seres viventes.

Os cientistas alegam que o povo Maia com seu famoso calendário, abandonou suas ainda mais famosas cidades e templos de pedra devido à alterações nas radiações solares.

O que o Caminho do Guerreiro tem a ver com isso. Como o próprio artigo aponta (parabéns à Planet Web pelo bom trabalho) os Maias eram um povo altamente influenciado pelos Toltecas. A extensão dessa ligação se perdeu no tempo como quase tudo relativo aos Videntes Antigos*. As energias solares que comandam as coisas foram interpretadas pelos Videntes Antigos como as Emanações da Águia. A Águia (ou o Mar Escuro da Consciência, para alguns) é o sol superior da qual essas energias provem. As Emanações da Águia são as ordens que regem o que é.

Os Guerreiros se prestam a seguir as Ordens da Águia, e por sua vez, encontram-se em posição de fazer das mesmas a sua vontade, num relacionamento quase simbiôntico, a vontade (vale a pena conferir o ultimo post da Isa) do Guerreiro se torna a Ordem da Águia, e vice-versa. É daí que provem o Poder dos Guerreiros Toltecas, de sua ligação intrínseca com o universo a sua volta.

O texto persegue para um devaneio sobre o calendário Maia, que termina no ano 2012. Um novo ciclo de emanações de radiação solar se aproxima e as opiniões sobre o que isso significa para nós pobres mortais vão do apocalíptico aos neo age. Mas, se você me permite uma opinião:

Temos quatro anos para nos tornar Guerreiros Impecáveis. Tudo chega ao fim e esse mundo não é exceção. Nunca se sabe...


* Videntes Antigos, ou xamãs do México antigo, é o termo utilizado pelo Nagual Juan Matos para designar os 'feiticeiros' toltecas que deram início a esta tradição. Foi apenas com a chegada dos espanhóis, entretanto, que os sobreviventes dos alunos dos Videntes Antigos, os Novos Videntes, desenvolveram o Caminho do Guerreiro, para evitar que os erros e obsessões de seus predecessores se repetissem nas linhagens por vir.

Vontade por Castaneda

Por Isa

Na obra de Castaneda, a vontade é um conceito mais que abstrato. É antes energético. Não é um sentimento, um pensamento, um desejo. É uma parte do nosso corpo energético que se manifesta, interferindo em nossa realidade ordinária. Portanto, não pode ser compreendida do ponto de vista material, embora seja a única visão a qual dispomos. A confusão reside em pensarmos em vontade em termos materiais, ou como apenas um impulso que nos leva a agir sobre o mundo. Pensar a vontade é uma tarefa difícil, pois, uma vez sendo ela de domínio exclusivo referente ao corpo energético, ela não pode ser apenas compreendida como um objeto que usamos ao nosso bel-prazer.

A vontade, antes de tudo é energia. Uma energia direcionada a determinada tarefa, o que permite que a possamos empregar em qualquer situação. Mas para tanto, isso exige controle de nosso corpo luminoso assim como controlamos nosso corpo material. Pensemos em nosso corpo energético como uma extensão de nosso corpo físico. Como tal, seus movimentos podem ser controlados. Mas sendo um corpo de energia, exige um outro tipo de controle, diferente dos impulsos nervosos que o cérebro emite aos nossos órgãos. Exige um outro tipo de impulso que transmita a mensagem. Este impulso é a vontade (ou seria o intento?). É como um cordão umbilical que conecta os corpos físico e material. É um transmissor de impulsos, como as fibras óticas que transmitem a voz humana. Uma vez esta conexão funcione de forma clara, a comunicação entre as duas realidades, física e metafísica, é feita com fluidez e harmonia.

Outra função que pode ser desenvolvida pela vontade é a de sensor da realidade à qual está vinculada. A vontade pode agir sobre o mundo para captar a essência das coisas, o que pode ser confundida com intuição, porém, apresenta-se mais sofisticada que esta. A vontade é como uma forma desenvolvida de intuição, mas além de sentir, a vontade pode ?tocar? a realidade, sendo ela material ou energética. Se "toca" a realidade material, por exemplo, produz efeitos de causa misteriosa ao observador, muitas vezes chamados de "poder", "sorte", "magnetismo", etc; podendo ser usada inclusive sobre outras formas de vida.

Embora eu me abstenha de classificar a vontade como um objeto, talvez a definição mais próxima empregada pelos toltecas seria a de vontade como ferramenta do corpo energético ou espírito, ou como extensão deste, assim como um braço.

Quando Don Juan afirmava que o guerreiro deve limpar seu elo de ligação com o espírito, estava dizendo que deve afiar sua vontade, ou trabalhar para desenvolvê-la plenamente como músculo atrofiado. Afirmei que não é simplesmente usada a nosso bel prazer. A vontade exige disciplina, controle, o que nos remete à necessidade de trabalho árduo para desenvolvê-la plenamente e um tipo de sobriedade que não pode ser associada à comportamentos descontrolados ou não estratégicos.
Acima de tudo, vontade é precisão energética: quando direcionada a um objetivo, ou objeto, age sobre ele de forma sutil, porém centrada, o que exige domínio da atenção ou consciência, daquele que a usa.

Possuir vontade não significa "ter vontade", palavra que usamos para definir os caprichos que temos em desejar coisas. O desejos e caprichos são muitas vezes injustificados, impulsivos, instintivos, como uma correnteza à qual o indivíduo não tem controle, arrastando-o ao seu objeto de desejo. Vontade para os toltecas, não é o que causa o desejo, e sim o que executa as ações necessárias para atingir o objetivo, estando ele em plano físico ou metafísico. E o que direciona a vontade é o Intento.

Isa

Nossa, como sou importante!


Eu sei que isso vai soar como um desabafo, e de fato o é. Voltamos hoje ao tema da auto-importância, um dos problemas encontrados pelos que se venturam no Caminho do Guerreiro. O que me motivou a escrever este post? Podem rir: o Orkut.

As pessoas se juntam no Orkut por razões diversas, pessoalmente, entrei por pura falta de fazer numa quarta-feira na qual meus professores decidiram que não apareceriam. Não fazia idéia do que era o Caminho naquela época.

De volta ao assunto... Existem várias comunidades sobre Carlos Castaneda, Xamanismo Tolteca, Ensonhar, e outros tópicos diversos dentro do Caminho espalhadas pelo Orkut. Até aí tudo bem, pessoas que, em teoria, nunca se encontrariam e que compartilham o interesse pelas praticas Toltecas podem se 'juntar' ali para trocar experiências, tirar dúvidas, ou simplesmente se informar.

Qual o problema então para me retirar do trabalho e escrever aqui (depois de tanto tempo sem um post verdadeiro)? Eu estou irritado, e isso em parte se deve a minha visão de mundo e auto-importância. As pessoas entram nessas comunidades e se julgam melhores que as outras, mais sabias, capazes, experientes, poderosas, ou seja lá o que dá na cabeça de alguém para agir daquele jeito. Passam a tratar os iniciantes como crianças retardadas e impor suas opiniões sobre os outros.

E quando dois desse tipo se encontram, nossa mãe nos proteja da chuva de asneiras que se segue. Coisa, devo dizer, digna de primário (ou talvez... de plenário). Um tenta provar para o outro que está certo (com poucos argumentos, mal expostos em dois ou três posts) e então passam a se agredir.

Don Juan já dizia... "[...]você se acha muito importante [...]se leva muito a sério." Pelo amor da Águia (uhahuha essa foi muito boa), ponham a mão na cabeça e perguntem-se: Eu sou meso esse poço de sabedoria tolteca, impecável, cheio de poder?

Por que se fosse, já estaria na Segunda Atenção, certo?

Nagualismo e compaixão

, por Bruno Born Neto da lista de discussão rastreadores2

Olá guerreiros !

A filosofia nagual passada nos livros de CC deixa claro que compaixão não consta no dicionário deste original sistema cognitico. Muitas vezes refletí sobre isto pensando que este treinamento de guerreiros podería levar o postulante a uma certa frieza e distanciamento se não bem compreendido os ensinamentos.

O que me parece é que esta visão estratégica de manutenção de nossa energia, que considero magnífica, de fato dá a impressão de uma certa insensibilidade perante o mundo, quase uma alienação, quando na verdade é apenas uma concentração no eu e suas possibilidades energéticas.

Até por temperamento, me identifico com esta visão, mas, o grande perigo é não compreendermos a fundo os conceitos e entrarmos possivelmente em estados psicóticos lamentáveis que, nos dias de hoje, parece ser muito comum em praticantes afoitos de diversos segmentos espirituias.

E tb não perdermos o bom humor e alegría, o que parece não faltava a Dom Juan e seus guerreiros, e nós?

Intento!

Caminhos com Coração


Já lhe disse que para escolher um caminho, você deve estar livre de medo e de ambição. (A Erva do Diabo, p. 170)

Todos buscamos um caminho para seguir, mas sempre nos deparamos hora com a dúvida ou com o ressentimento com os caminhos pelos quais optamos. O Nagual Juan Matos descreveu uma forma de se lidar com esse tipo de situação. Ele instruía a procurar o coração no caminho. Partindo da premissa que todos os caminhos tem igual potencial e valor, não se poder escolher um caminho errado, apenas pode-se escolher um caminho que seja ou não compatível conosco.

Todos os caminhos são os mesmos: não conduzem a lugar algum [...] Este caminho tem um coração? Se tiver, o caminho é bom; se não tiver, não presta. [...] Um torna a viagem alegre; enquanto o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer sua vida. Um o torna forte; o outro o enfraquece. (A Erva do Diabo, p. 114-115)

A pergunta “Este caminho tem coração?” leva-nos a questionar o quanto este caminho foi escolhido por nossa certeza de que nos fará o melhor ou por nosso ego e interesses pessoais. O caminho “com coração” é aquele que lhe fortalece e não lhe causa angustia ao ser trilhado, ele lhe desafia, mas não lhe massacra.

A erva-do-diabo é apenas um entre um milhão de caminhos. Tudo é um entre um milhão de caminhos [...]. Olhe bem para cada caminho, e com propósito. Experimente-o tantas vezes quanto achar necessário. Depois pergunte-se, e só a si, uma coisa [...]: esse caminho tem coração?. (A Erva do Diabo, p. 114)

Os problemas mais comuns encontrados pelas pessoas é não saber se devem escolhe um determinado caminho e quando pular fora do mesmo. Escolher um caminho deve ser feito livre de qualquer pretensão egóica, como poder, influência ou riqueza. O caminho deve ser escolhido por que proporciona bem-estar. Bem-estar pode, entretanto, trazer poder, riqueza, mulheres e centenas de outras coisas. Quanto a sir do caminho, tendemos a nos enganar, utilizando todo tipo de frases de efeito como “as cousas vão melhorar” ou “a culpa disso é de...”, quando no fundo sabemos que aquele caminho já não mais nos faz bem. A ausência de bem-estar, de prazer no trilhar, indica o fim da linha de um caminho e o momento de buscar um novo.

Praticas Toltecas Essenciais